Passeando pela “grande feira” de Luciano Trigo, pergunto:
O jornalista Luciano Trigo, nascemos no mesmo dia, com um ano de diferença, está lançando um livro provocador: “A grande feira” _ questionando a banalização da arte em nosso tempo. Livro q já está na estante, mas ainda não foi lido e o será devido às inúmeras análises positivas da obra. A seguir, minha provocação a ela no Facebook (onde o Trigo fervilhou debates…).
Meu prezado Trigo: e o Duchamp nisso tudo?
Ele já estava à frente e sabia q um dia haveria dúvidas sobre admirar ou mijar num urinol?
E anda gargalhando no túmulo, rindo de toda esta parafernália insossa?
O Chacrinha jogando bacalhau na platéia é bem mais interessante esteticamente q inúmeros happenings/intervenções contemporâneos?…
Eu nunca imaginaria q a TV Globo às 16h de sábado pudesse ser mais instigante q a patética distribuição das “obras” do Jeff Koons, vazando a retina dos visitantes do Palácio de Versailles. Estive lá, debochei, um segurança francês mandou q eu calasse a boca.
E um professor com sua turma de alunos, uns 11/12 anos de idade, inteligente e sarcástico, pontuou: “O Sr. não acha q personalidades como Luís XIV tem perfeita adequação com estas obras distribuídas neste palácio?”
Uma francesinha de uns 11/12 anos, simpática, não parlo français, concordou comigo em anglais: “é horroroso!”.